Lúcia Helena???
 
Nasci numa quinta-feira, aguardando pelo fim-de semana...
pra poder dormir até o meio-dia...
pra ficar em casa sem fazer nada...
pra poder sair à noite sem culpa...

Fui uma criança velha, que sabia palavras demais,
e apesar de aprender a falar tarde, compensei isso com longos diálogos sobre assuntos que não me diziam respeito...

Adolesci com mais compromissos do que deveria...
Minhas obrigações não se limitavam a escola e MTV,
e talvez, por isso, eu era uma chata.

E eu continuo chata.
Mas acho que a vida anda me dando novas chances.

Continuo implicante, mas mais amorosa.
Continuo exigente, mas aprendendo a relevar.
Lutando para não mudar aquilo que me é mais caro:
o ser intensa,
o ser urgente,
o ser autêntica,
o ser sincera.

Tenho um ponto-de-vista sobre quase tudo:
social-democrata, tucana, pós-tribulacionista, amilenista, arminiana moderada, criacionista progressiva, batista, contra pena de morte, contra o aborto, a favor da descriminização do aborto, doadora de órgãos e tecidos, contra a súmula vinculante e a relativização da coisa julgada, super a favor da adoção, contra aliança de compromisso e com dificuldade de compromissos em geral, acho que bota branca é pra paquita, sapato e sandália branca para médica ou noiva, e só pra elas! Tenho minhas considerações anti-americanas. Nacionalista ao extremo. Apaixonada por todos os tipos de música feita por gente e instrumentos. Me dê um assunto: eu te dou minha opinião!

Mas não me pergunte sobre o futuro...
não me fale de sentimentos...
não me venha discutir o amor!
sobre isso, não. Eu não tenho opinião.
 

   

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    Peraí...

    Quem perguntou????



    Quem não depende de remédios...

    que atire o primeiro comprimido...

    O pior dessa doença maldita são os dias sombrios que ela traz.

    Apesar do remédio, e Deus sabe como ele me faz bem, ainda há dias que tudo é tão escuro, tão triste que a gente se pergunta se está no caminho certo.

    E em meio a um desejo de internação pra não pensar em morte e a vontade louca que o remédio faça seu efeito logo porque seu cérebro está ganhando a batalha química, só nos resta a espera de que esses dias acabem.

    Esse fim-de-semana foram dias assim...

    E ainda que tenha dormido cerca de 30 das 48 horas, foram horas demais pra se viver.

    E não, não é problema espiritual como os mais tacanhos podem pensar. Aliás, o espiritual é o único que não se absorve em tudo isso, que permanece inabalável apesar de toda a descrença que sempre me cercou, a vida toda.

    E bem que podia ser TPM, porque qualquer meio quilo de chocolate resolveria a questão, mas infelizmente, também não é o caso.

    E as aulas de química (ou biologia?) que eu não tive no colegial me fazem falta para entender tudo o que se passa.

    São dias sombrios, por isso esse blog pode ficar assim também.

    mas com possibilidade de mudança a qualquer tempo, quando Nossa Senhora da Fluoxetina/Venlafaxina resolver fazer efeito.

    Deus nos ouça.



    Escrito por Lucia Capela às 12h06
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    Reminiscências...

    E BobPai vai pra melhor cidade de todas ever.

    E a pessoa faz uma lista mental das coisas que gostaria que ele trouxesse:

    - Água com gás Eco dos Andes;

    - Empanadas da tiazinha de SanTelmo que as entrega sem guardanapo;

    - Sorvete de Limão do Freddo;

    E percebe que as melhores coisas da cidade são tão baratas e improváveis...

    E só fazem algum sentido lá.



    Escrito por Lucia Capela às 18h38
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    Inventário???

    Todo fim de ano é isso, rever o que se devia ter feito, o que foi feito, e o que ainda se deve fazer. Mas comigo é meio diferente, porque fim de ano não é só fim de ano, é começo de ano pra minha vida, já que segundo meu vô capela, quando vc completa um ano, já tá começando o outro, por exemplo, quando vc faz 20 (ai caramba, quanto tempo isso...), você já começa seu 21º ano. Esse raciocínio era muito legal quando se é criança, e é o máximo ser mais velha, agora ele já não faz tanto sentido assim, enfim...

    Revendo muitas coisas, as que realmente me dóem são aquelas palavras não cumpridas. Todo o mundo sabe, eu atraio boca de promessas fáceis, e talvez por isso, e pelo quanto elas me machucaram, eu sempre quis nunca deixar algo pra traz, prometido e não cumprido. Mas eu falo demais, isso o mundo todo também sabe, então às vezes fica difícil.

    É evidente que algumas eu tenho cumprido muito bem, como aquela que diz "vc pode fazer a merda que for que eu vou sempre estar por aqui por vc". Lógico que a "merda" não pode ser contra mim, pq ai tem um limite pra eu estar por aqui, mas a verdade é que a maioria dos meus amigos a quem fiz essa promessa fazem coisas ruins contra si mesmo, e ai tem um monte de gente que faz cara feia, mas eu, que adoro um pecador, todo o mundo sabe, tô lá, feito cachorro lambendo as feridas e cantando a música do Djavan, sabe lá o que é não ter e ter que ter pra dá, sabe lá...

    Ainda que essas promessas, de estar junto, de compartilhar, de apoiar, sejam as que realmente importam, eu não fico bem pensando que deixei coisas pra trás, ditas e não cumpridas. E me parece que agora, prestes a começar o 33º ano, o último de Cristo, eu preciso reve-las e cumpri-las, não pelos prometidos, por mim.



    Escrito por Lucia Capela às 14h33
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    Relaxa e goza...

    Será que hoje a (Ex)celentíssima Senhora Ministra continua com o mesmo discurso???

    A afetação do Partido dos Trabalhadores (de quais mesmo??) que impõe sobre a oposição as vaias de 90 mil pessoas não é capaz de fazer digerir esse mal estar instalado em todo o brasileiro, em especial os paulistanos, e mais ainda, as vítimas diretas e indiretas (porque a família que fica também é vítima, não?).

    O caos anunciado, a tragédia prevista, os pequenos incidentes que demonstravam a todo tempo que alguma coisa podia ser pior não fizeram mudar o discurso, e muito menos a ação.

    Começar uma reforma pelo estético pra depois se preocupar com a segurança é bem coisa da filosofia desse partido que se importa muito mais com a aparência que as coisas têm (que preferencialmente demonstrem claramente sua interferência se for algo bom), do que com o que elas realmente são, numa superficialidade que beira a bestialidade, quando põe em risco não só as quase 200 vítimas desta tragédia, mas a todos e qualquer um de nós que insistimos em nos locomover em aviões, ou em veículos rodoviários por estradas federais que são um risco a integridade tal qual a pista de Congonhas, que gera tantas vítimas, mas não todas de uma vez, então não gera essa comoção.

    Enquanto o governo do Estado e Municipal foram lá ver o que tava havendo, e não vou questionar aqui suas intenções, pelo menos eles estavam lá, o seu governo federal foi fazer uma cirurgia no olho e cancelou tudo o que tinha pra ficar em Bras-ilha!!! Porque não veio a São Paulo, considerando que a ANAC é um órgão federal (to enganada??) e que a aviação também é um problema federal (tô enganada de novo??), olhar no rosto das famílias e dizer a elas porque seus subordinados (provavelmente pessoas em cargos de confiança, aliciados pelo partido sem qualquer concurso) não foram capazes de evitar o pior???

    Eu fui olhar a lista dos mortos. Confesso com vergonha meu alívio egoísta de não conhecer ninguém, mas chorei ao ver uma mãe sabendo que seus filhos de 14 e 12 anos estavam no avião. Mãe nenhuma nasce pra enterrar os filhos... Minha avó Amélia e meu irmão que o digam...

    Não há indenização que restitua a paz e a alegria dessas pessoas. É só o conforto que o Santo Espírito pode dar, poderá amenizar a dor que não vai passar nunca, mas que a gente aprende a conviver com ela...

    E até agora não há respostas aceitáveis.

    Será mesmo que a oposição precisaria orquestrar vaias??? Não... ele as orquestra por si mesmo.

     



    Escrito por Lucia Capela às 17h26
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    Só agora???

    Ele descobriu agora o que eu e o mundo já sabia há pelo menos cinco anos.

    Podia parar de falar também... um bem a humanidade.



    Escrito por Lucia Capela às 17h37
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    E lá se vão três anos...

    Pois é... domingo (17) fez três anos que eu escrevo nesse endereço.

    Antes dele, eu já tinha feito umas tentativas de por um blog no ar, mas a coisa não tava muito difundida e era tudo em inglês, e vocês sabem... meu inglês the book on the table não é capaz de grandes empreitadas...

    Até hoje, 18047 visitas. 722 posts (este é o 723). 926 comentários.

    Não são números impressionantes. Mas impressionante é o bem que faz na minha vida: escrever e receber carinho de amigos que estão perto e que estão longe, e gente que eu nem conheço, mas faz parte da minha vida, de alguma forma.

    Menção honrosa para meu-irmão-dá-jeito-pra-tudo, Brolo-meu-herói-ever, Jonh-O-Preferido, Minha irmã-linda, e Cecília-a-cunhada-paciente-que-tá-dando-jeito-no-meu-irmão, que foram os mais presentes no comentários nesses três anos (respectivamente 5º, 4º, 3º, 2º e 1º lugar!!), e que fazem muita diferença na minha vida.

    ((Abre Parênteses - se vc quiser saber sua colocação nessa história, deixa um comment que eu respondo - Fecha Parênteses))

    Agradecimento muito grande aos comentários de quem se importava nos momentos de crise. Porque não é só rir junto que faz a diferença. E nesses tempos, os mais distantes e os desconhecidos se mostraram muito, muito fofos.

    Percebi que nos últimos meses tenho escrito consideravelmente menos, e não consegui achar resposta ao certo pra isso. A superexposição já me causou alguns estranhamentos, mas também causou coisas boas, carinho, e cuidado. Não sei ao certo quem tá ganhando essa quebra-de-braço (ou é queda-de-braço???, bem... o braço quebra, não cai, né?? ou não??, ai minha nossasenhoradalinguaportuguesa...).

    Eu sei que, como adolescente que fazia agenda cheia de códigos, estou vivendo outros tempos, onde os segredos públicos não são tão assustadores quanto pareciam na puberdade. Aliás, tempo em que as coisas tomaram uma proporção totalmente diferente, onde coisas pequenas tem ficado ainda menores, e coisas grandes, bem... essas estão explodindo, enfim...

    Não sei quanto tempo vou permanecer por aqui, apesar de entender que é um bom canal de comunicação com os amigos, mas enquanto estiver, que seja tempo bom como a maioria desses três anos que passaram...

    Mas vai saber...



    Escrito por Lucia Capela às 17h31
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    Update

    Virose...

    Intoxicação alimentar...

    pouco me importa.

    Eu sei o que EU estou passando nos últimos três dias.

    E também sei que não pode ser "normal" como afirmado.

    Pra que o serviço do Reino seja preservado, é necessário uma reclamação formal para que providências sejam tomadas.



    Escrito por Lucia Capela às 13h19
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    Conversas secretas...

    - Agora então, vc tá como Jó??

    - ???

    - Antes vc conhecia de ouvir falar, e agora...

    - Ah! É. Antes eu só ouvia que o lugar era uma porcaria.

    - Agora vc tem certeza!


    - É que eu fui lá já tem 14 anos, então eu achei que as coisas melhoraram, mas pelo que vc tá falando...

    - Eu tinha que subir 60 degraus pra ir no meu quarto!!!

    - Ah... então era perto. E o meu que era no fim do mundo??

    - O Fábio ia de carro.

    - Só que quando eu fui todo o mundo era adolescente, ninguém tinha carro... era no pé mesmo. Só que chovia, então a gente amarrava sacola no pé pra conseguir passar por toda a lama...


    - O que era bom era o campo de futebol.

    - Não fui até lá. De longe o gramado não parecia bom. Mas é grande.

    - E vc nadou junto com os sapos???

    - Não. Tem uma piscina nova, me disseram que na antiga tem sapos, mas a nova não. É boazinha. Tipo, metade da piscina do Melhor Acampamento do Brasil para o dobro de acampantes. Mas era boa.


    - O duro é ouvir que "virose aqui é normal". Como assim normal??? Isso não pode ser normal em lugar nenhum do planeta.

    - Mas vc não sabe, que dependendo da idade, na lista de coisas que eles pedem pra levar tá incluido fralda geriátrica??? É... se tiver mais de 17 leva a geriátrica, se tiver menos, leva a que couber.

    - Rsrsrsrsrsrs. Mas não era virose, era intoxicação alimentar. E eu to aqui, feito besta tentando entrar no site do acampamento pra reclamar, ver se eles estão tomando alguma providência. Porque uma coisa é eu passar mal, com 31 e estômago de avestruz, mas e uma criança de seis anos de saúde frágil?????


    - Mas os quartos, pelo menos, eram bons.

    - Ah! Então mudou desde que eu estive lá.

    - É... tinha banheiro no quarto, vc percebia que era tudo novinho.

    - Menos mal.

    - Tudo bem, que com tudo que aconteceu, no terceiro dia a gente já tava concluindo que o melhor era o banheiro fora do quarto... porque tava difícil o cheiro, viu??


    E isso foi só sobre o acampamento que eu fui. Não vou falar sobre o dele, que evidentemente não teve problema com o lugar ou com a comida, mas tem cada história...


    Escrito por Lucia Capela às 11h37
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    Eu fui à igreja.

    Sozinha.

    O que pode não parecer grande coisa, mas pra mim foi uma grande vitória.

    Queria não conhecer ninguém, mas sabe como é... eu sempre conheço alguém. No caso, muitas pessoas.

    Mas fui embora logo, sem falar com ninguém. Era um dia antisocial.

    Em cinco minutos eu tava em casa, com mais perguntas do que respostas...

    Mas a gente sempre quer complicar o que é simples mesmo...



    Escrito por Lucia Capela às 11h18
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    Dúvidas do fim-de-semana...

    abismal
    [De abismo + -al1.]
    Adjetivo de dois gêneros.

    1.
    Relativo ou pertencente a abismo.
    2.
    Da natureza do abismo:
    profundezas abismais.

    3.
    Fig. Insondável; aterrador. [Sin. ger.: abissal.]


    A Primeira Guerra: de um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido. Os EUA entram na Guerra em 1917, ao lado da Tríplice Entente.


    Da série "eu (quase) sempre tenho razão":

    prateleira
    [De pratel (q. v.) + -eira.]
    Substantivo feminino.

    1.
    Tábua, ou espécie de estante, onde se colocam pratos.
    2.
    Cada uma das tábuas horizontais e interiores dum armário ou de uma estante. [F. paral. (p. us.): prateleiro.]

    ==============

    hortênsia
    [Do fr. hortensia < antr. Hortense (Lepaute), dama a quem o naturalista Commerson (1727-1773) dedicou esta planta.]
    Substantivo feminino.

    1.
    Arbusto ornamental, originária do Extremo-Oriente, da família das saxifragáceas (Hydrangea), que exige solos leves, silicosos, desprovidos de calcário, e do qual existem várias espécies, cultivadas por suas flores azuis, brancas ou rosadas; hidrângea, novelo-da-china.



    Escrito por Lucia Capela às 11h50
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