Lúcia Helena???
 
Nasci numa quinta-feira, aguardando pelo fim-de semana...
pra poder dormir até o meio-dia...
pra ficar em casa sem fazer nada...
pra poder sair à noite sem culpa...

Fui uma criança velha, que sabia palavras demais,
e apesar de aprender a falar tarde, compensei isso com longos diálogos sobre assuntos que não me diziam respeito...

Adolesci com mais compromissos do que deveria...
Minhas obrigações não se limitavam a escola e MTV,
e talvez, por isso, eu era uma chata.

E eu continuo chata.
Mas acho que a vida anda me dando novas chances.

Continuo implicante, mas mais amorosa.
Continuo exigente, mas aprendendo a relevar.
Lutando para não mudar aquilo que me é mais caro:
o ser intensa,
o ser urgente,
o ser autêntica,
o ser sincera.

Tenho um ponto-de-vista sobre quase tudo:
social-democrata, tucana, pós-tribulacionista, amilenista, arminiana moderada, criacionista progressiva, batista, contra pena de morte, contra o aborto, a favor da descriminização do aborto, doadora de órgãos e tecidos, contra a súmula vinculante e a relativização da coisa julgada, super a favor da adoção, contra aliança de compromisso e com dificuldade de compromissos em geral, acho que bota branca é pra paquita, sapato e sandália branca para médica ou noiva, e só pra elas! Tenho minhas considerações anti-americanas. Nacionalista ao extremo. Apaixonada por todos os tipos de música feita por gente e instrumentos. Me dê um assunto: eu te dou minha opinião!

Mas não me pergunte sobre o futuro...
não me fale de sentimentos...
não me venha discutir o amor!
sobre isso, não. Eu não tenho opinião.
 

   

    2neuronio
  Ação Bíblica
  Albergue da Juventude
  Asas do Socorro
  AASP
  Biblia World
  Bola
  Bruno Bozzetto
  Cam
  Carol Califórnia
  Cecília
  Chico
  Cinema Brasileiro
  CJF ? Biblioteca Jurídica
  Claudio Luiz
  Clube da Esquina
  Clube da Mafalda
  Concerto
  Conselho Federal OAB
  Convenção Batista Brasileira
  Conversas Furtadas
  Crônicas do Iglu
  Danusa
  Depósito do Calvin
  Editora Cristã Evangélica
  Escola Bíblica Dominical
  Espaço Jovem
  Fal
  Favoritos
  Faxina Mental
  Fifa
  Garotas
  Giovana
  Gorduchas
  Governo do Estado
  Gugôu
  Gui
  Homem é tudo palhaço
  Igreja - PIBSuzano
  IASP
  IBPT
  JB
  Jorge
  Junta de Missões Mundiais
  Junta de Missões Nacionais
  Jumoc
  LLL
  Luciana Ferraz
  Mab
  Mãe é nóia
  Maloca
  Mariza
  Max
  Meninas de 30
  Mi Buenos Aires
  Missão Novas Tribos
  Monica
  Mothern
  Nathalia
  Notícias do Futebol
  OAB - SP
  OSESP
  O Viajante
  Pão na Chapa
  Pérolas
  Política
  PMMC
  PMSP
  Raquel
  São Paulo Transporte
  Secretaria de Cultura
  Sociedade Bíblica
  Stella
  Suzi
  Teologia
  Teológica
  Theatro Municipal
  The Hogan Family
  Ticcia
  Tributário.Net
  Tricolor
  Underground
  UOL - O melhor conteúdo
  Vencedores
  Yogurt


 

 
     

      Todas as mensagens
      Evento
      Citação
      Objeto de Desejo
      Deus é D++++
      Tudo ao mesmo tempo...
      Alma Loira...
      Certas coisas eu não sei dizer..
      Quem perguntou????


     

       

       








     
     
    Peraí...

    Citação



    "Um elo que não se rompe"

    Autor: Alexandre Mansur, Beatriz Velloso e Paula Pereira

    Buscar na Web "Alexandre Mansur, Beatriz Velloso e Paula Pereira"

    Quando: acho q maio de 2002

    No Dia das Mães, a dor e os segredos de quem precisa enfrentar uma realidade invencível: a ausência materna

    "Na adolescência passei a ouvir seus discos, a colecionar relatos de seus amigos, a buscar reportagens sobre ela em arquivos, a decifrá-la em fotografias." (Maria Rita Mariano, cantora, filha de Elis Regina)

    É para sempre a perda, a dor, aquela falta que dia a dia se converte em mais saudade. "Estou preparada. Houve os cinco anos sem Elis, os dez, os 15, os 20, e assim será. Minha mãe não morreu, ela continua", diz Maria Rita Camargo Mariano, enquanto gira as três argolas da aliança Cartier no dedo anular da mão direita, num gesto ansioso. Em uma delas, está inscrito o próprio nome – Maria Rita. Nas outras duas, o nome de seus dois irmãos – João Marcello e Pedro. O anel, jóia inseparável da cantora Elis Regina, é a perfeita tradução de um vínculo sedimentado na ausência: Elis faleceu na manhã de 19 de janeiro de 1982, no auge da fama, vítima de overdose. Foi-se a cantora, aos 36 anos, mas logo nasceria o mito, pronto para ser eternizado. "A última imagem que guardo comigo é a de vê-la deitada no caixão, cercada de desconhecidos", rememora Maria Rita, que na ocasião estava com 4 anos. Num velório marcado pela comoção nacional, a garotinha passou de colo em colo durante horas, sem nada entender. "Eu só queria que aquelas pessoas deixassem minha mãe dormir", revela.

    Estudiosos do comportamento humano não se arriscam a definir, com precisão, a idade-limite para uma criança reter na memória imagens de quem a gerou. São processos que dependem de fatores pessoais, circunstâncias familiares, herança cultural. Maria Rita lembra-se da mãe como o epicentro da vida num chalé cercado de árvores, na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo. Recorda-se de Elis depilando a perna. Soube que a mãe costumava fazer ela mesma as unhas, hábito que Maria Rita também tem. "Eu me apeguei a pequenas lembranças, mas eram insuficientes", diz. "Ao reconstruir minha mãe, descobri que ela era uma mulher organizada, vaidosa e briguenta."

    Aos 24 anos, Maria Rita administra com os irmãos o legado materno. É um trabalho sem fim: lidam com direitos de imagem, com utilização de fonogramas, com roteiros para filmes etc. O pianista César Camargo Mariano, seu pai, casou-se com Flávia – a quem Maria Rita chegou a chamar de mãe. Preocupado em proteger a filha das inevitáveis comparações, levou-a para morar nos Estados Unidos, por oito anos. Só que o mito embarcou junto: Maria Rita cresceu tomando gosto pelo canto e, de volta ao Brasil, está decidida a seguir os passos de Elis. O estilo é diferente. A voz, idem. Um certo cacoete, contudo, é idêntico: como a mãe, fecha os olhos quando canta. "A falta que sinto dela é um buraco que não tem como ser preenchido", lamenta.

    A perda da mãe, independentemente de suas causas, é uma das experiências mais radicais na vida de uma pessoa. "Morremos um pouco também", explica o terapeuta americano Stanley Keleman, um pesquisador das relações psicofísicas entre vida e morte. "Carregamos a mãe dentro de nós, incapacitados de romper com ela." Sentimentos de medo, culpa e até de libertação mesclam-se nessa perda. Vive-se uma contradição radical: a morte rompe um elo que, a rigor, é inquebrantável. "Por mais traumática que seja essa experiência, eu acredito que o buraco fecha, sim", opina a psicóloga Maria Helena Franco, da PUC-SP. "Principalmente quando há uma rede familiar disposta a fornecer apoio e carinho."

    Há quem duvide dessa cicatrização.

    ...

    Enterrar os pais, por doloroso que seja, faz parte do rol de expectativas dos filhos. Mas há sempre a esperança de que isso demore a acontecer, como se fosse um pesadelo adiável. Perder a mãe, no entanto, é trauma que mexe com a razão de ser e estar no mundo. Hoje, a ciência caminha no sentido de decifrar a íntima relação mãe-filho na vida intra-uterina. "Vivemos um tempo em que tudo é desvendado pela ultra-sonografia. É como se o bebê começasse a ser socializado no útero", argumenta a socióloga Heleieth Saffioti. Fertilizações e inseminações, cada vez mais freqüentes no mundo, vão desmistificar ainda mais a relação que começa no ventre.

    Freud, o fundador da psicanálise, deu especial importância a esse vínculo. Sabia que a presença materna é insubstituível na primeira infância. É o caminho pelo qual a criança se aventura a explorar o mundo. Melanie Klein, austríaca como Freud, debruçou-se sobre o elo estabelecido no ato de amamentar. No seio materno, o bebê descobre sentimentos de amor e raiva, experimenta sensações de amparo e abandono. Trata-se, enfim, de um contato fundamental na formação da personalidade infantil. Jacques Lacan, outro discípulo de Freud, estabeleceu diferenças marcantes entre a figura paterna e a materna. Dizia que o pai é a lei, a mãe o afeto. Ou seja, ao pai cabe a transmissão de valores; à mãe, a transmissão de costumes. E, acima de tudo, através dela os filhos sentem que alguém os ama de maneira incondicional. "Isso rende cotas de auto-estima e confiança para enfrentar frustrações futuras", diz Rita Calegari, psicóloga do Hospital e Maternidade São Camilo.

    Talvez os cientistas venham a concordar que o amor materno não passa de uma versão romantizada do instinto de preservação da espécie, presente nos animais. Ou se rendam à tese polêmica de duas escritoras francesas, Simone de Beauvoir e Elisabeth Badinter, de que o instinto materno é um mito. Por volta de 1950, Simone dizia que "o amor materno nada tem de natural". Elisabeth, nos anos 80, pregava a eliminação das diferenças entre pai e mãe na organização familiar. Mas inúmeros estudos clínicos comprovam: o desamparo que os filhos sentem com a perda da mãe é especial. "Nunca se está preparado para enfrentá-lo", diz Fernanda Mantovani, coordenadora de apoio psicológico do plano de saúde Samcil.

    ...



    Escrito por Lucia Capela às 11h41
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    "Recebi da minha irmã hj, olha só..."

    Autor: Anônimo

    Buscar na Web "Anônimo"

    ''Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes. Será o dia em que rosinhas serão apenas flores, garotinhos apenas crianças, genuínos serão coisas verdadeiras, martas voltarão a ser bichos de pele felpuda, serra será apenas um acidente geográfico ou uma ferramenta, genro apenas o marido da filha, lula apenas um molusco marinho... Ah! e Severino apenas o porteiro do prédio''



    Escrito por Lucia Capela às 16h45
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    "Fofoca..."

    Autor: Jô Hallack - 02neuronio

    Buscar na Web "Jô Hallack - 02neuronio"

    Olha só esse texto...

    O pior é que mesmo transformados pelo Espirito Santo, a gente continua gostando de uma fofoca, a despeito de tudo que Tiago fala sobre a língua...

    Que falta faz um gatinho, pra cuidar das 7 vidas dele e deixar a dos outros em paz!!!!

    O porquê da fofoca

    por Jô Hallack

    Outro dia uma amiga me contou que um amigo dela tinha contado que o amigo dele tinha contado que a amiga dele tinha contado que ia dar um pé na bunda do namorado. Porque o namorado estava vacilando.

    E o pior: eu conheço o namorado. E o mais terrível de tudo:o namorado não sabia que estava prestes a ser chutado. Enquanto eu, que não tenho nada a ver com o casal - na verdade, eles são meros conhecidos - já sabia do fim do caso. Antes dele.

    E quem é que nunca, inescrupulosamente, contou para os amigos coisas que não eram da sua conta? Talvez, pelo simples prazer de divulgar uma informação privilegiada. Sim, isso é feio. Eu já fiz. Você também?

    Antes de ter a audácia hipócrita de fazer um manifesto contra a fofoca, fico pensando no porquê desta necessidade absurda de nos certificarmos de que todo mundo tem problema. E que nenhuma relação é perfeita. E que não é apenas a nossa vida que desanda de vez em quando.

    Porque... você não sabe o que eu fiquei sabendo!

    Temos esse prazer secreto quando vemos o circo pegar fogo. Queremos ser assessores de imprensa da desgraça alheia.

    Que péssimo.



    Escrito por Lucia Capela às 08h42
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    "Dia Internacional da Mulher"

     

    Autor: Martha Medeiros

     

    Buscar na Web "Martha Medeiros"

     

    Semana da mulher 08 de março de 2004 O que é ser mulher? Às vezes me perguntam isso em entrevistas e fico inclinada a responder que é nascer com cromossomos XX, mas não é esta a resposta que o entrevistador espera, é preciso entrar no espírito do debate, e responder que ser mulher é... ah, não consigo.

    Bem que tento entrar no clima do Dia Internacional da Mulher, mas esta data me emociona tanto quanto o Dia da Árvore. Um dia especial para refletir sobre nossa condição? Ora, não faço outra coisa o ano inteiro!

    Gosto muito de ser mulher mas não acho que sejamos mais especiais do que os homens. Ou mais maltratadas do que eles. Há gente feliz e infeliz dos dois lados do ringue. E se temos que lutar por melhores salários, mais segurança, uma vida mais digna, isso tem que valer para todos – que seja o dia internacional do ser humano, e não o dia internacional da choradeira.

    É claro que ainda há discriminação. Foram séculos de hegemonia masculina e isso não se muda do dia pra noite – e olha que em 50 anos mudou coisa demais. Voto, pílula, faculdade, independência financeira, liberdade sexual. Há mais ainda para ser conquistado, e será. Mas quem vai ajudar as mulheres são elas próprias, principalmente porque somos mães: mães dos futuros políticos, mães dos futuros genros de nossas filhas, mães dos futuros patrões delas, e mães delas mesmas, as futuras mulheres que queremos ver mais realizadas e respeitadas. A responsabilidade é toda nossa. Se acertamos ou erramos, se ganhamos mais ou ganhamos menos do que os homens, se somos tratadas com carinho ou com violência, tudo é decorrência das nossas escolhas e atitudes – e das nossas omissões.

    Num mundo com tamanha desigualdade social, claro que nem todas as mulheres têm esclarecimento e poder para assumir sozinhas seu destino. Então briguemos por elas, como fizemos quando a argeliana Amina foi ameaçada de ser apedrejada por ser mãe solteira. O governo africano recebeu uma avalanche de cartas pedindo sua “absolvição”, e deu certo. Aquilo foi quando? Julho, setembro, novembro? Foi feito o que tinha que ser feito na hora em que se fez necessário. É assim que funciona. Fazemos nossa parte todos os dias de março, abril, agosto, dezembro, atendendo as demandas da vida, como árvores que somos, forças da natureza que não precisam de uma data única para lembrar aos outros nossa importância.



    Escrito por Lucia Capela às 15h06
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





    [ ver mensagens anteriores ]